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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Saúde amplia atendimentos odontológicos pelo País

Atualmente, mais de 80% dos adultos e mais de 90% dos idosos têm problemas que podem levar à perda do dente. Para mudar esse quadro, foram lançadas uma estratégia de ações em saúde bucal voltadas para cidadãos de todas as idades.

Até a implementação da nova estratégia, apenas 3,3% dos atendimentos odontológicos feitos no Sistema Único de Saúde correspondiam a tratamentos especializados. Quase todos os procedimentos eram mais simples, como extração dentária, restauração, pequenas cirurgias e aplicação de flúor. 

Dessa forma, as novas ações têm como principais premissas viabilizar a adição de flúor a estações de tratamento de águas de abastecimento público; e reorganizar a Atenção Básica e a Atenção Especializada (implantação de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias).

Hoje, os Centros de Especialidades Odontológicas estão preparados para oferecer à população, no mínimo, os seguintes serviços:
§  diagnóstico bucal, com ênfase no diagnóstico de câncer de boca;
§  periodontia especializada (a periodontia trabalha com os tecidos próximos aos dentes, como as gengivas);
§  cirurgia oral menor dos tecidos moles e duros;
§  endodontia (cuida das lesões da polpa e da raiz dentária);
§  atendimento a portadores de necessidades especiais.

(Fonte: Ministério da Saúde)

AÇÃO PREVENTIVA

Fiocruz capacita equipe para atender casos de ebola que chegarem ao país
Anderson Pires
jornalismo@cearanews7.com.br
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, está capacitando cerca de 50 pessoas, de faxineiros a médicos da instituição, para atender e tratar pacientes infectados pelo vírus ebola que entrarem no Brasil. A epidemia afeta quatro países africanos e matou mais de 1,2 mil pessoas desde março deste ano.
O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), na capital fluminense, que faz parte da Fiocruz e é responsável pelo treinamento, foi indicado como referência para receber casos suspeitos de infecção pelo vírus ebola. Duas salas do INI já estão prontas para isolamento de paciente com suspeita de contaminação.
A Fiocruz reiterou que nenhum caso foi identificado no país, mas o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou hoje (19), na abertura do sétimo congresso da instituição, que a fundação quer ser referência para o acolhimento de pessoas com ebola e também para o diagnóstico da doença.
“As possibilidades de termos casos de ebola no Brasil são muito remotas, mas virtualmente existem e o país não pode ficar despreparado”, comentou. “Na medida em que houver esse tipo de atenção, toda a unidade hospitalar precisa saber quais são as repercussões, os fluxos, rotina e prioridades. O mesmo ocorre na área laboratorial, para que os exames sejam realizados em ambiente de segurança”, contou.
Gadelha explicou que está sendo criada uma área de preparação para outras doenças emergentes globais. “O ebola traz um desafio e uma oportunidade para que evoluamos na capacitação que já temos. Então estamos fazendo o que já fazíamos, mas agora com intensidade, estrutura e abrangência muito mais robustas, que são necessárias para o país”, declarou.
Com informações da FioCruz

terça-feira, 26 de agosto de 2014

OMS recomenda proibição de cigarros eletrônicos para menores

Da Agência Lusa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou hoje (26) a proibição da venda de cigarros eletrônicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" à saúde.
Os peritos aconselharam também que seja proibido o consumo desse tipo de cigarro em espaços públicos fechados, de acordo com documento divulgado pela OMS.
"As provas existentes mostram que os cigarros eletrônicos não são simples vapor de água", como argumentam frequentemente os fabricantes. Com isso, o consumo em espaços públicos fechados deve ser proibido, "a menos que seja provado que esse vapor exalado não é perigoso para quem está mais próximo", acrescenta o texto.
Segundo a OMS, há provas suficientes para uma advertência às "crianças, aos adolescentes, às grávidas e mulheres em idade fértil" sobre as consequências, a longo prazo, do consumo do cigarro eletrônico no desenvolvimento do cérebro.

As recomendações foram publicadas pela organização no âmbito da sexta sessão da Conferência das Partes Signitárias da Convenção-Quadro da OMS sobre o Controle do Tabaco, que será realizada de 13 a 18 de outubro em Moscou.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Revista Radis alerta para os desafios das leishmanioses

A edição deste mês da revista Radis (número 143 - agosto 2014) destaca, na reportagem de capa, as leishmanioses - grupo de doenças negligenciadas de difícil diagnóstico, controle e tratamento, que causam de 20 mil a 30 mil mortes por ano em todo o mundo. A publicação também apresenta os resultados da pesquisa Nascer no Brasil, cujos dados mostram que a cesariana, que deveria ser uma intervenção utilizada apenas para beneficiar mulheres e crianças em situação de risco, é o meio mais utilizado na hora do parto. Outra reportagem aponta a relação entre a interferência humana e o aquecimento global. 
Na matéria sobre as leishmanioses, o repórter Bruno Dominguez faz um alerta: o aumento da letalidade e a velocidade com que a doença se expande para o meio urbano se contrapõem às medidas de prevenção, informação para diagnóstico precoce e desenvolvimento de vacinas e medicamentos alternativos - que não avançam na velocidade necessária. “É uma doença complexa, que demanda resposta complexa”, resumiu a pesquisadora do Laboratório Insterdisciplinar de Pesquisas Médicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Claude Pirmez


Flebótomo mosquito transmissor
das Leishmanioses
Ainda de acordo com o texto, as leishmanioses são endêmicas em 98 países, atingindo em especial nações em desenvolvimento, dada sua relação com pobreza, habitação precária e subnutrição. “O Brasil está na lista dos países que concentram 90% dos 1,3 milhão de novos casos registrados por ano no mundo, junto de Bangladesh, Índia, Etiópia, Nepal e Sudão”, informa a matéria de capa da Radis.
Outra reportagem de destaque traz os resultados da pesquisa Nascer no Brasil, coordenada pela pesquisadora Maria do Carmo Leal, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Intitulada Nascer é normal, a matéria revela que os índices brasileiros de cesariana estão longe das taxas decrescentes apresentadas pelos países desenvolvidos: "do total de partos realizados em todo o Brasil, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, 52% foram cesarianas. No setor privado, que atende, em sua maioria, mulheres com mais escolaridade e maior poder aquisitivo, os índices chegam a 88% dos nascimentos", revela. 
Ainda são destacadas a falta de preparo das mães para o parto, a predominância da medicalização abusiva, a legislação e no texto Recursos jornalísticos para a defesa velada da cesariana, a Radis analisa uma reportagem produzida por um jornal de grande circulação que encobre a opção por esse tipo de parto.


Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Encontro reúne especialistas internacionais para debater o contexto do tabaco

Tatiane Vargas / Informe Ensp


Apresentar um panorama mundial sobre os desafios e perspectivas para o controle do tabaco no Brasil e no mundo foi o objetivo do seminário internacional realizado pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). A atividade contou com a participação de quatro lideranças mundiais no assunto: Roberto Iglesias, Stella Bialous, Tânia Cavalcante e Vera Luiza da Costa e Silva, cujas palestras abordaram a política de preços e impostos dos produtos derivados dessa substância, as estratégias inovadoras da indústria, as perspectivas da Política Nacional de Controle do Tabaco, além dos desafios para o controle do fumo no mundo, respectivamente. O evento, que encerrou as atividades do curso de atualização em Políticas de Controle do Tabagismo, teve como mediadora a coordenadora do Cetab, Valeska Figueiredo.


Foto O Plano de Enfrentamento as Doenças Crônicas Não Transmissíveis 
2011-2022 foi citado no evento como um grande avanço  
No que se refere às taxas e impostos de produtos derivados do tabaco no Brasil e na América Latina, o economista do Banco Mundial, Roberto Iglesias, discorreu sobre algumas práticas tributárias, incluindo a experiência da América Latina e do Brasil, além de questões relacionadas ao aumento dos impostos nos produtos oriundos da substância. Segundo ele, a tributação sobre o tabaco deve contribuir para reduzir o consumo per capita e a prevalência de fumantes, pois, aumentando relativamente o preço dos produtos de tabaco frente a outros bens de consumo e a renda pessoal, estimula-se a redução ou cessão do tabagismo.
“A tributação especial no Brasil e em outros países da América Latina vem contribuindo significativamente para a redução do controle do tabaco. Se não houver efeito no preço, não há efeito no consumo”, apontou ele. Sobre a experiência tributária, Iglesias comentou uma comparação na mudança da estrutura por tipo de imposto e por nível de renda entre 2008 e 2012 em países da América Latina, que melhorou significativamente as políticas tributárias sobre o tabaco. “Os maiores desafios para o controle do tabaco estão nos países de renda baixa”. O economista ressaltou ainda algumas questões no que diz respeito ao aumento dos impostos sobre o tabaco, já que, na opinião dele, há falhas em diversas variáveis necessárias para a tomada de decisão.

Os artifícios da indústria do tabaco
As inovadoras estratégias da indústria do tabaco no mundo foi o tema abordado pela presidente da Tobacco Policy International - uma organização de pesquisas e consultoria sobre políticas -, Stella Bialous. De acordo com ela, a indústria, por meio de diferentes estratégias, acessa as informações de vários níveis do governo e setores, obtendo ampla oportunidade de influenciar o processo político e de elaboração de políticas públicas. Stella apontou alguns exemplos de manobras para controlar o processo político e legislativo, tais como: usar lobistas, posicionar uma agência de governo contra a outra, promover autorregulamentação como opção à legislação, além de criar parcerias com órgãos do governo.
Outro artifício da indústria citado pela consultora foi a fabricação de apoio, por intermédio de grupos de fachada. Segundo ela, a indústria tentar sustentar controvérsias que não possuem fundamento científico, se posicionando, até mesmo, como parceira no controle do tabagismo , além de se utilizar de grupos em defesa dos direitos individuais, de grupos contra os abusos do governo e de grupos contra a pirataria. “A indústria usa de muitos artifícios para revogar leis que atrapalham seus interesses. Nos tribunais, por exemplo, ela questiona a constitucionalidade de leis e de políticas, e alega que o processo foi indevido. Já em tribunais internacionais de comércio, ela se vale da quebra de direitos de marcas registradas e de propriedade intelectual”, explicou.
A experiência do Brasil com sua Política Nacional
Para apresentar as perspectivas da Política Nacional de Controle do Tabaco, o seminário contou a presença da secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para Controle do Tabaco (Conicq), Tânia Cavalcante. Segundo ela, a convenção é o primeiro tratado internacional de saúde pública que consiste em um conjunto de medidas intersetoriais e de cooperação internacional, assinado por 177 países. A Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro é uma política de Estado, criada por um decreto presidencial em 2003 e tem caráter interministerial.
Tânia explicou que a ratificação da Convenção Quadro pelo Brasil norteia o mapa da Política Nacional de Controle do Tabaco. Várias entidades – Opas/OMS, Fiocruz, Anvisa, Inca, Universidade Federais e Estaduais, Secretarias de Saúde, entre outras – formam o arcabouço de governança e proteção da Política, o que tem garantido que a mesma evolua, independente da vontade política do governo do momento. Essa rede tem interagido com o Congresso Nacional para defender medidas legislativas para controle do tabaco.
O Plano de Enfrentamento as Doenças Crônicas Não Transmissíveis 2011-2022 foi citado pela palestrante como um grande avanço, além da Conicq. Tania também pontuou alguns desafios na governança, como, por exemplo, a visão de que o controle do tabaco no Brasil é um problema superado. “Não podemos baixar a guarda, pois esse é um problema que ainda existe. É preciso integrar a Política Nacional de Controle do Tabaco à Política de Enfrentamento das DCNT, mas sem diluir o esforço concentrado. Além disso, é preciso fortalecer mecanismos institucionais e o controle social para proteger a Política de interferências indevidas, sem deixar de ampliar e fortalecer parcerias no legislativo e judiciário”, destacou a secretária executiva da Conicq.
O contexto mundial do tabaco para o Endgame
Dando fim ao Seminário Internacional sobre as Perspectivas de Controle do Tabaco no Mundo, a fundadora do Cetab e atualmente chefe do Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde, Vera da Costa e Silva, comentou sobre a evolução da epidemia de tabaco no mundo. Na opinião da pesquisadora, o sucesso dos países na implementação de políticas abrangentes de controle do tabaco é medido pela redução na proporção da população que faz uso do produto. Quando esta proporção atinge níveis considerados muito baixos - em torno de 5% ou menos - os governos perseguem estratégias que reduzam ainda mais este consumo.
Vera trouxe para a discussão a utilização do termo internacional Endgame (em português, "jogada final"). “Por analogia, o termo é utilizado no processo de novas estratégias de controle do tabaco, que vem sendo concebidas e aplicadas por governos que se aproximam desta meta”, explicou. Em seguida, citou exemplos de políticas de controle do tabaco que seriam inovadoras, como a redução da demanda e da oferta e uma possível desnormalização. Como exemplos de propostas acadêmicas para o ‘Endgame’, a pesquisadora citou ainda a licença para fumar; a redução na disponibilidade da oferta do tabaco; e a imposição do limite de lucros, com a regulação do preço.
Alguns países já estão engajados no Endgame e vem adotando medidas para controlar o uso de tabaco. O Butão foi o primeiro país a proibir a venda de produtos de tabaco, em 2004. Em 2010 a Finlândia aprovou uma lei que pretende abolir o uso do tabaco. Além disso, até 2040, através de uma campanha da sociedade civil - Savuton Suomi - o país pretende ser livre de fumo. Já na Irlanda, a estratégia do governo consiste em 60 recomendações para reduzir significativamente o tabagismo durante os próximos doze anos, levando a limites de prevalência menores que 5%.
A Escócia, em 2013, lançou uma nova estratégia visando a criação de uma geração livre de tabaco até 2034. Já a Austrália foi o primeiro país a introduzir embalagens genéricas obrigatórias em todos os produtos de tabaco. O Brasil é primeiro país a banir cigarros aromatizados e com sabor, incluindo o mentol. A chefe do Secretariado da Convenção-Quadro expôs ainda as facetas do tabaco, que pode ser visto como droga, produto legal ou commodity e questionou se a melhor opção é proibir ou regular. “Mesmo o fato de o Butão ter sido o único país a tornar a venda de tabaco ilegal, aparentemente, não conseguiu zerar o consumo da substância. Tal fato sugere que, ao invés da proibição, o caminho a seguir pode ser o da regulação”, apontou.
Por fim, Vera destacou que as políticas que visam atingir o Endgame do tabaco devem abordar de forma sistêmica a droga que causa dependência, a commodity que gera dependência econômica, e o produto que goza de um estado legal. “Os países devem implementar plenamente a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e seus protocolos e ir além das medidas previstas pelo tratado com o objetivo de preservar a saúde pública”, concluiu.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dona Libânia realiza cursos sobre psoríase e hanseníase

O Centro de Dermatologia Sanitária Dona Libânia, unidade referência da Secretaria da Saúde do Estado, realizará nos dias 13 e 14 deste mês o Curso de Atualização em Psoríase, destinado a médicos dermatologistas. De 25 a 29 de agosto, haverá outro curso. É o Curso de Ações Básicas em Hanseníase para profissionais das equipes de saúde da família e da rede de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), com 30 vagas. Informações sobre inscrições e horários dos cursos pelo telefone (85) 3101.5435.

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, benigna, crônica, relacionada à transmissão genética e que necessita de fatores desencadeantes para o seu aparecimento ou piora (principalmente no inverno). Afeta 1 a 2% da população mundial. Acomete igualmente homens e mulheres, embora o início seja mais precoce nas mulheres. Existem dois picos de idade de prevalência: antes dos 30 e após os 50 anos. E, em 15% dos casos, surge antes dos dez anos de idade.

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Apresenta múltiplas manifestações clínicas e se exterioriza, principalmente por lesões dos nervos periféricos e lesões cutâneas. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase. Situações de pobreza como precárias condições de vida, desnutrição, alto índice de ocupação das moradias e outras infecções simultâneas podem favorecer o desenvolvimento e a propagação da hanseníase.


A transmissão se dá entre pessoas. Uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB), estando sem tratamento, elimina o bacilo pelas vias respiratórias (secreções nasais, tosses, espirros), podendo assim transmiti-lo para outras pessoas suscetíveis. O bacilo de Hansen tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem porque a maioria tem capacidade de se defender contra o bacilo. O contato direto e prolongado com a pessoa doente em ambiente fechado, com pouca ventilação e ausência de luz solar, aumenta a chance da pessoa se infectar. Assim que a pessoa doente começa o tratamento deixa de transmitir a doença.

Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá / ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br )

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dia do cardiologista: o que fazer para ter um coração saudável?

A cardiologia sempre me chamou atenção pela objetividade. O cardiologista é o especialista que intervém no momento mais crucial da vida de uma pessoa, salva vidas, foi o que me chamou para a profissão”. É com essa declaração que a médica Danielli Lino, da equipe do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, da rede pública estadual, define o sentimento que a levou a escolher a cardiologia, no dia do cardiologista, 14 de agosto. Ela atua na área há quatro anos. Formada pela Universidade Federal do Ceará, além de residência em cardiologia fez também residência em clínica geral. No total, 10 anos de formação em medicina. Referência em cardiologia e pneumologia, o Hospital de Messejana tem 92 médicos cardiologistas.
Mais um pouco de prosa e a cardiologista Danielli Lino confessa: "melhor mesmo era que todos cuidassem da própria saúde para não adoecerem do coração". Como isso é possível? “Pode parecer batido, mas nunca é demais repetir”, diz ela. “Nós sempre procuramos orientar os pacientes para que tenham hábitos de vida saudáveis. Você pode até ter uma predisposição familiar, genética, isso não podemos mudar, mas o que a gente pode fazer é ter uma boa alimentação e controlar os fatores de riscos que levam às doenças mais graves”. E explica mais. “É preciso controlar a pressão arterial , o colesterol e evitar o tabagismo. Também é necessário praticar exercícios físicos, evitar o sedentarismo. São coisas simples. Mas o simples é o mais difícil. Mais fácil é tomar medicação, que é o que muita gente acha, mas não é o correto.”
A médica explica ainda que é prudente procurar um cardiologista a partir dos 45 anos de idade ou em caso de fazer parte de um grupo de risco. Entre os principais grupos de risco estão as pessoas com diabetes, os idosos, as mulheres na menopausa e as pessoas que têm familiares com doenças do coração.
A população precisa aprender a se alimentar corretamente e fazer exercícios regularmente. Como boa alimentação, Danielli Lino recomenda uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais e alimentos pobres em gorduras saturadas. “O prato certo é o colorido. Quanto mais cheio de vegetais e alimentos cozidos ou assados, no lugar dos fritos, melhor”, ensina. Na prática de exercícios, a cardiologista recomenda “Três a cinco vezes de prática por semana, com duração de 30 minutos. Dá para começar pela caminhada.”
Assessoria de Comunicação do Hospital de Messejana
Letícia Amaral: (85) 3101.4092 / 8707.2664)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Semana Sobralense de Aleitamento Materno de 2 a 8 de agosto


A Prefeitura, em parceria com a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, estará promovendo no período de 2 a 8 de agosto, a Semana Sobralense de Aleitamento Materno. Com o tema “Amamentação: um ganho para toda a vida!”, o objetivo do evento é divulgar a importância da amamentação para mães, familiares e profissionais, e sensibilizar a sociedade o apoio à mulher que amamenta.

A abertura da campanha foi realizada no dia 2 de agosto, com uma caminhada pelas ruas do centro da cidade e participação no programa Show do Ivan Frota, no Beco do Cotovelo. No cartaz e o folder da campanha deste ano, está a imagem de Raquel Fonseca, eleita “Madrinha da Semana Sobralense de Aleitamento Materno”.

A abertura teve a participação da Secretária de Saúde de Sobral, Mônica Lima; das mães sociais da Estratégia Trevo de Quatro Folhas; de agentes comunitários de saúde; enfermeiros das equipes da Estratégia Saúde da Família; equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF); representantes da Santa Casa, e do Conselho da Criança.


Na quarta-feira, 6 de agosto, às 18h, no Boulevard do Arco, será realizado o desfile das “princesas do aleitamento materno”, com 36 mulheres escolhidas pelos Centros de Saúde da Família de Sobral, Santa Casa e Hospital Regional Norte, que conseguiram vencer dificuldades e amamentar seus filhos.

Durante a Semana acontece a campanha de arrecadação de frasco de vidro (maionese ou café solúvel) para a coleta de leite humano. A entrega pode ser feita em qualquer Posto de Saúde, na portaria da Santa Casa e na sede do Trevo de Quatro Folhas. O leite doado para o Banco de Leite da Santa Casa alimenta bebês internados na UTI neonatal do hospital.

Até o dia 8 de agosto, os Centros de Saúde da Família estão realizando atividades para toda a comunidade, em especial para as gestantes e mães com bebês de até 2 anos de idade. A Estratégia Trevo de Quatro Folhas participa com a realização de oficinas para agentes comunitários, profissionais de saúde, acadêmicos de enfermagem e áreas ligadas à saúde.


 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Sesa orienta sobre riscos do tabagismo, aids e dengue dia 5



Nesta terça-feira, 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, profissionais da Secretaria da Saúde do Estado vão ao Shopping Benfica, na Avenida da Universidade, em Fortaleza, para levar informações sobre diferentes doenças, entre elas a aids, dengue e tabagismo, e, principalmente, orientar sobre a prevenção.  A ação será das 13 às 18 horas.

Aids e tabagismo

Para prevenir a aids e outras doenças sexualmente transmitidas, serão entregues preservativos a quem circular pelo shopping. Contra o tabagismo, a Sesa vai alertar sobre os riscos para a saúde e a qualidade de vida mostrando a grande quantidade de substâncias existentes no cigarro. Entre elas, o formol, usado na conservação de cadáver, a naftalina para matar baratas, a acetona para remover esmalte e glicerina que é utilizada na fabricação de sabonetes. A nicotina é a substância mais conhecida do cigarro pelo poder de gerar dependência química. A amônia, também existente no cigarro, tem a função de liberar mais nicotina e assim acelerar a dependência.    

Dengue  

Através do ciclo evolutivo, quem circular pelo shopping verá de perto todas as etapas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, desde  o ovo até a fase adulta, quando sai por aí picando e ameaçando a saúde da população. Com a ajuda de microscópio, será possível observar que o Aedes aegypti é cheio de manchas brancas, a principal diferença do mosquito em relação a muriçosa. Todo cuidado é pouco com depósitos que podem acumular água para a multiplicação do mosquito que transmite a dengue, doença que mata, enquanto a muriçoca só incomoda.

Osvaldo Cruz

O Dia Nacional da Saúde rememora o dia do nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, em 5 de agosto de 1872. Além de contribuir com a erradicação da epidemia de peste bubônica, febre amarela e varíola, contribuiu para a estruturação das ações de saúde públicas no Brasil e para a criação do Instituto Soroterápico Federal, hoje a Fundação Osvaldo Cruz.



Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá /  (  selma.oliveira@saude.ce.gov.br  / 85 3101.5220 / 3101.5221)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tomar paracetamol para curar ressaca pode causar lesão hepática

Chris Bueno
Do UOL, em São Paulo


Imagine o cenário: você bebeu demais na noite anterior e acorda com aquela dor de cabeça terrível. Qual a sua primeira reação?
Se você respondeu "tomar um paracetamol", precisa ter cuidado. Ingerir alguns comprimidos do medicamento para curar ressaca pode causar uma lesão hepática fulminante, segundo a farmacêutica Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo. O cuidado vale mesmo se a dosagem for menor do que a diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de até 4.000 mg. Segundo ela, o álcool associado ao paracetamol também pode provocar sangramentos no estômago.
Esses são apenas alguns dos riscos que o uso indiscriminado do paracetamol, um dos medicamentos mais populares no mundo no combate à dor e à febre, pode acarretar para a saúde.
A substância pode ser encontrada em comprimidos, em gotas ou ainda como princípio ativo de outros medicamentos. O paracetamol é facilmente adquirido nas farmácias, sem prescrição. Apesar de ser considerado um medicamento seguro e eficaz, é preciso que o paciente fique atento e respeite a dosagem recomendada --cometer exageros é mais fácil do que se imagina.
Para ultrapassar os 4.000 mg recomendados pela OMS, basta ingerir cerca de seis comprimidos dos "extra fortes" num período de 24 horas, ou ingerir os comprimidos associados a outros medicamentos que também contenham o princípio ativo.

"O paracetamol é considerado seguro em doses terapêuticas. É preciso ficar atento, pois este princípio ativo também faz parte da composição de uma série de medicamentos, sendo fácil tomar o dobro da dose", aponta o gastroenterologista Henrique Boruchowski, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Segundo Silvana Maria de Almeida, a superdosagem pode ser fatal. "O uso indiscriminado pode levar a dano hepático, anafilaxia [reação alérgica grave] e outras reações adversas como prurido [coceira], problemas gastrintestinais, náusea, vômito, dor de cabeça, insônia, agitação, atelectasia [colapso pulmonar], Síndrome de Steven-Johnson (com erupção nas mucosas, olhos, nariz, vagina etc), necrólise epidérmica tóxica e penumonite", explica.

Fígado

A maior preocupação ao se usar o medicamento em excesso está ligada aos danos que pode causar ao fígado. Após ser ingerido e processado pelo organismo, uma das sobras desse processo é o composto NAPQI, que é tóxico. Doses altas do medicamento fazem com que o NAPQI fique acumulado no fígado, atacando as moléculas que formam as membranas das células hepáticas e levando-as à morte. Se não for interrompido, o processo pode levar à falência do fígado e à morte do indivíduo.
Se para obter uma superdosagem basta ir à farmácia mais próxima, detectar os sintomas não é tão fácil assim. De acordo com estudo publicado pelos pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, no periódico "British Journal of Clinical Pharmacology" em 2011, a superdosagem da droga é difícil de ser percebida, pois os sintomas podem ser confundidos com a doença a ser combatida pelo medicamento: vômito, náusea e dor abdominal.
Em geral, os sintomas se manifestam quatro horas depois da superdosagem. Após um período de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo e pode provocar morte cerebral. Para reverter uma intoxicação, é preciso receber tratamento com N-acetilcisteína nas primeiras 24 horas.
"Nos casos de intoxicação leve a moderada, após o primeiro dia da ingestão, os pacientes podem permanecer assintomáticos ou apenas desenvolver náusea, vômito e dor abdominal. Nos casos graves de intoxicação, pode haver falência hepática, incluindo coagulopatia e encefalopatia hepática. Os pacientes devem procurar um serviço de saúde rapidamente para que possa ter os cuidados necessários", aponta Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein.
O paracetamol é responsável por cerca de 1.500 mortes nos últimos dez anos, de acordo com pesquisa realizada pela ONG de jornalistas Pro Publica. O medicamento é a principal causa de insuficiência hepática e de indicação de transplante de fígado nos Estados Unidos, com quase 800 casos nos últimos 15 anos. Por isso, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos, vem tomando uma série de medidas para controlar o uso do paracetamol.
Em janeiro deste ano, a FDA publicou uma norma recomendando a médicos que não prescrevessem medicamentos com dosagem superior a 325 mg de paracetamol associados a outras substâncias.

Cuidados

Medicamentos como a domperidona ou a ametodopromida podem aumentar a absorção do paracetamol, intensificando seu efeito. O risco de intoxicação com doses acima de 8.000 mg é de quase 100%. Já entre 3.000 mg e 8.000 mg, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.
Mas é a ingestão do medicamento com bebidas alcoólicas que merece atenção redobrada. "Nos casos em que pacientes utilizam mais de três doses de bebida alcoólica por dia, o medicamento pode apresentar interação com o uso concomitante da bebida alcoólica", diz a farmacêutica Silvana Maria de Almeida. O álcool interfere na disponibilidade de glutationa, causando lesão hepática.
Crianças e idosos também devem tomar cuidado com o medicamento. "Idosos são mais propensos a doenças hepáticas e renais, portanto devem ser monitorados durante o uso de paracetamol. Em crianças, doses acima de 200 mg/kg podem potencialmente causar toxicidade. Este limiar é mais alto porque as crianças têm os rins e fígado proporcionalmente maiores ao tamanho do corpo do que os adultos e, por isso, são mais tolerantes à superdosagem de paracetamol que os adultos", explica o gastroenterologista Henrique Boruchowski.
Os especialistas recomendam que, no caso do uso do paracetamol não apresentar a eficácia necessária –ou seja, se a dor persistir–, não se deve aumentar a dose, mas sim buscar ajuda médica que indique outra alternativa ao medicamento. "Os problemas do uso indiscriminado do paracetamol, e também de outros medicamentos, podem ser evitados através da consciência de não praticar a automedicação. O melhor a se fazer é sempre procurar usar medicamentos prescritos pelo médico, seguindo suas orientações e do farmacêutico", recomenda Silvana de Almeida.
Leia mais em: http://zip.net/bnpbW4


Governo desmente caso de ebola no Brasil e diz que risco no país é baixo


O Ministério da Saúde informa que não há caso suspeito ou confirmado de Ebola no Brasil e o risco de transmissão para o país é considerado baixo. De acordo com os dados oficiais divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os países acometidos pelo surto do vírus Ebola são Guiné, Libéria e Serra Leoa, todos situados na África Ocidental.
Desta forma, cabe esclarecer que a paciente atendida no serviço de saúde de Goiânia não se enquadra em qualquer critério de suspeita dessa doença.
O Ministério da Saúde recebe, diariamente, informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a situação de circulação de vírus no mundo, inclusive o Ebola, além de quaisquer outras situações que possam se caracterizar como emergência de saúde pública.

Como o Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável. A OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados".
Fonte: Bol.com.br

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Prefeitura capacita novos Agentes de Combate a Endemias para ações contra a dengue

Treinamento de novos agentes está sendo feito na Escola de
Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia
.

A Secretaria de Saúde do Município está concluindo o treinamento de 66 novos Agentes de Combate às Endemias, contratados pela Prefeitura de Sobral, para atuarem nas ações contra o mosquito da dengue. Os novos agentes já receberam equipamentos e fardamento e deverão iniciar suas atividades já a próxima semana. Somados aos 172 agentes já existentes, totalizarão 238 agentes.

As equipes da Prefeitura trabalham na conclusão do terceiro ciclo de prevenção da doença no município. De janeiro a julho já foram teladas 6.742 caixas d’água em diversos domicílios e prédios comerciais. O trabalho inclui o peixamento em reservatórios (tanques) mantidos em muitas casas.


Uma parceria da Prefeitura com a Fábrica de Cimento Votorantim resultou no recolhimento, desde o início do ano, de 266 toneladas de pneus velhos, em diversas borracharias da cidade. Os pneus são triturados e transformados em combustível para os fornos da fábrica.


Jovens do Alto da Brasília participam de palestra no CRAS sobre o perigo do Tabagismo


O CRAS  Irmã Oswalda, no Bairro Alto da Brasília, promoveu, na terça-feira, 29 de julho, palestra para jovens da comunidade, com idades entre 15 e 17 anos, sobre os males causados à saúde pelo tabagismo. O momento com os jovens da comunidade levou informações importantes sobre os perigos da nicotina como o aumento do colesterol, elevação da pressão arterial  e da frequência cardíaca, aumentando o risco de infartos  e o surgimento de doenças como o câncer de pulmão.

Fonte: Boletim Municipal ano XVII - Nº 391 - Sobral, quinta-feira, 31 de julho de 2014